35 - À espera de um milagre

Durante a cerimónia de beatificação de Josemaría Escrivá, a 17 de Maio de 1992, ocorreu uma cura inexplicável. Nessa manhã, uma criança de 7 anos, que padecia de uma irreversível estenose da artéria renal, estava com o seu pai numa praia do Norte de Espanha. Ao mesmo tempo, a sua mãe, que acompanhava a cerimónia na televisão, começou a rezar, desejando: “faz com que se cure agora”. E assim aconteceu: nesse instante, na praia, a criança foi sacudida por um calafrio e, ao voltar a casa, comprovou-se que estava curada. Tal como esta, as curas inexplicáveis pela ciência são a base dos milagres e uma das exigências fundamentais para a beatificação. Por isso, a Igreja Católica usa de muito rigor na aplicação dos critérios estabelecidos há 200 anos pelo Papa Benedito XIV: A doença precisa ser grave, os tratamentos fracassaram; e a cura foi rápida e duradoura. Isto além do critério fundamental que é ser "inexplicável", o que, primeiro, é comprovado por um comité médico. Depois, a possível intervenção divina é avaliada por um comité de teólogos. Finalmente, a proposta de milagre, é escrutinada por dezenas de cardeais e pelo próprio Papa. Apesar do rigor, o Vaticano aprova um grande número de milagres (em média um por mês), isto porque as curas inexplicáveis acontecem mesmo. Tal como os inexplicáveis sucessos de vendas.
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São notícias velhas, de 1992: Na Somália, segredos revelados pela inteligência militar, relativamente ao destino temporário das armas de defesa americanas, tiveram o efeito de fogo amigo sobre a força de paz das Nações Unidas, que assim, não pode impor tolerância religiosa, nem fazer nada para preservar o cessar fogo parcial na guerra civil. Só nesta frase, estão 13 contradições em termos, o que torna o seu sentido claramente confuso. Esta falha foi propositada, para ilustrar que a confusão é o resultado mais comum das contradições em termos, ou dos oxymorons, que é mesma coisa, mas numa fácil palavra inglesa de origem grega. No dicionário, oxymoron, é uma figura de retórica em que a conjunção de termos incongruentes ou contraditórios produz um efeito epigramático. Sendo que o significado quase exacto deste último palavrão é “sarcástico”. Voltando aos oxymorons, estes acontecem quando se junta dois termos com significados não exactamente contrários, mas contraditórios. Como por exemplo: “Nações” e “Unidas” são termos contraditório mas que não se negam mutuamente, uma vez que existe um ponto intermédio, no caso, a ONU. Num oxymoron, a contradição só pode ser aparente, uma contradição dos termos e não do sentido. Esta diferença é muito importante para os Motivos de Compra.
